Téo Mascarenhas - Estado de Minas
Desenvolvido com base na receita custom, novo modelo da marca japonesa tem motor de dois cilindros em V, que gera 50cv, grandes dimensões e conforto para longas viagens
| Fotos Kawasaki/Divulgação |
A família Vulcan teve início em 1984, com o lançamento do modelo 750. Em 2006, chega ao mercado a Vulcan 900 Classic, que substitui a irmã 800. Todos os modelos, incluindo irmãs e primas, obedecem fielmente ao estilo custom, um segmento que faz questão de manter a receita de motorização com dois cilindros em V, grande distância entre-eixos, muito volume e conforto para viagens por longas distâncias. A renovação chega pela via técnica, justamente na parte invisível, com a incorporação de tecnologia no motor, no quadro, freios e suspensões, para não alterar a fórmula que o consumidor tanto consagrou e exige.
O modelo 900 Classic, que é comercializado oficialmente no Brasil (assim como o modelo Vulcan Custom, com rodas em liga leve, pintura preto fosco, banco em duas cores e outras pequenas diferenças, que chega ao mercado a partir deste mês por R$ 34.990), ainda é importado, mas vai passar pelo processo de nacionalização, a partir da fábrica da marca montada em Manaus. A 900 Classic segue o figurino, com rodas raiadas, pintura sóbria, farol destacado, painel sobre o tanque, banco tipo poltrona, pedaleiras tipo plataforma e alguns cromados. Em compensação, o propulsor, com a inevitável configuração em V, tem 903cm³ de cilindrada, injeção eletrônica e refrigeração líquida.
Estrada
Pintado de preto, o radiador fica camuflado, entre as vigas do quadro, que é construído com tubos de aço. O motor tem quatro válvulas por cilindro e fornece 50cv a 5.700rpm. Já o torque máximo, que é de (bons) 8,0kgfm, aparece com apenas 3.700rpm. Esse fator é um dos que mais interessa ao consumidor do segmento, que não está ligado à velocidade pura, como nas superesportivas, por exemplo, mas ao desempenho em baixos giros, que exige musculatura no motor sempre que o piloto "enrolar o cabo". Nesse quesito, a Vulcan 900 manda muito bem. Para ajudar, a transmissão final é por correia, que minimiza os ruídos e dispensa manutenção.
Para extrair todo o potencial da Vulcan 900, é preciso ir para as estradas, de preferência lisas, aveludadas e sem muitas curvas. Nas cidades, a moto sofre com suas grandes dimensões, incluindo a distância entre-eixos de 1.650mm, e o peso de 282kg em ordem de marcha. Em compensação, o banco fica a apenas 680mm do solo, permitindo colocar os dois pés no chão e equilibrar a moto sem transtornos quando parada. Os problemas aparecem em curvas mais fechadas, quando as partes mais baixas raspam impiedosamente, comprometendo a segurança, já que a distância mínima do solo está a apenas 135mm. Com piloto e passageiro, a distância fica ainda menor. Esses fatores limitam seu uso, já que a conservação e o traçado de nossas estradas não são exatamente um primor. Entretanto, a posição de pilotagem, com braços e pés esticados, ajudados por um banco confortável, guidão largo e pedaleiras do tipo plataforma, contrabalançam a situação.
Discos
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