Julio Cabral - Portal Vrum
O fabricante italiano de motos exclusivas e artesanais decidiu investir mesmo no prazer a dois
| Fotos Bimota/Divulgação |
O prazer cobra o seu preço. E, em se tratando de uma moto da italiana Bimoto, o prazer, além de caro, costumava ser solitário. Mas, em uma nova tendência, a marca cujo o nome condensa as duas letras iniciais dos nomes de seus fundadores (Bianchi, Morri e Tamburini) revelou a nova DB8 Biposto. Como o batismo indica, a inédita superesportiva reserva um espaço para um – ou uma – garupa. Uma característica já disponível nas DB6 Delirio/R e DB7, mas sem muito conforto. Como as outras motos da marca, o motor é suprido pela compatriota Ducati. Trata-se do reconhecido bicilíndrico Testastretta Evoluzione em “L” – referência a disposição dos cilindros com separação de 90º entre as bancadas – de 1.198 cm³ que equipa a 1.198 da Ducati. Uma usina de força e tanto, capaz de gerar 172 cv de potência a 9.750 rpm e excelentes 13,4 kgfm de torque a 8 mil giros. A calaria é encarregada de carregar apenas 178 kg, em uma relação peso/potência que, se não alcança os míticos 1 kg/cv, chega na prática aos 1,03 kg/cv.
Como todas as outras Bimota, a DB8 utiliza apenas materiais nobres e componentes de fornecedores consagrados. O quadro construído em tubos de alumínio soldados e a carroceria em fibra de carbono dão a moto leveza e equilíbrio, um mérito a ser dividido com as contidas dimensões de 2,10 metros de comprimento e apenas 1,43 metro de entre-eixos. A suspensão dianteira é de garfos telescópicos invertidos da Marzocchi, totalmente ajustáveis, tal como a suspensão traseira monochoque da Extreme Tech. Os discos são da Brembo, com 320 mm e pinças de quatro pistões na dianteira e 220 mm e pinças com dois pistões na traseira. Os pneus são os Dunlop Sportmax GP, de competição, com medidas 120/70 na frente e 190/55 atrás.
| Cara até mesmo para os padrões europeus, a DB 8 Biposto pode custar mais de R$ 100 mil aqui |
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