Téo Mascarenhas - Estado de Minas
Scooter oferece conforto para deslocamentos urbanos e boa velocidade nas estradas. É equipado com motor de um cilindro que fornece 34cv e câmbio automático CVT
| Fotos Mário Villaescusa/Suzuki/Divulgação |
Na Europa, especialmente na Itália, com suas seculares cidades medievais e ruas superestreitas, os scooters são uma espécie de salvação da lavoura, quando o assunto é o transporte urbano. Ágeis e fáceis de pilotar, enfrentam os becos, travessas, vielas e ruas congestionadas sem problemas, além de contar com porta-malas e escudo frontal e proporcionar maior facilidade de embarque e desembarque, já que o condutor vai sentado, em vez de montado, como nas motocicletas. Essa característica também permite que mulheres de saia pilotem os scooters sem comprometer a elegância, aumentando bastante sua atratividade.
Importado oficialmente para o Brasil desde 2001, o Suzuki Burgman 400 tem todos esses predicados e ainda pode encarar as estradas, por conta de seu motor e porte maiores. Praticamente sozinho em seu segmento, uma vez que o mercado é abastecido preferencialmente por scooters de baixa cilindrada, o Burgman 400 tem desempenho semelhante ao das motos de média cilindrada, com arrancadas vigorosas e ótima velocidade final. Tudo isso com muito conforto, proporcionado por um banco tipo poltrona do papai e um painel completo, que inclui conta-giros, relógio, indicador de temperatura ambiente e marcador de combustível.
Acelerando
A pilotagem do Burgman 400 é quase intuitiva, já que o câmbio é automático, do tipo CVT, assim como a embreagem. É só acelerar e frear. Entretanto, como o motor fornece boa potência de 34cv a 7.300rpm e torque de 3,7kgfm a 5.800rpm, o piloto tende a ficar explorando as fortes acelerações, transformando o percurso em uma espécie de quilômetro de arrancada. Abre todo o gás e depois freia, deixando todo mundo para trás. Nas estradas, é possível manter uma velocidade de cruzeiro compatível com os limites de velocidade. O problema é a grande área frontal, que inclui um poderoso conjunto de faróis e funciona como um para-quedas.
Em velocidades maiores, próximas do limite, chega a desestabilizar o scooter, provocando oscilações. Outra desvantagem nas retas e em pisos acidentados são as rodas pequenas. Na dianteira, o aro ainda é ligeiramente maior, de 14 polegadas, mas na traseira é de 13 polegadas. Por outro lado, se o piloto quiser rodar conforme o figurino, sem pressa, o Burgman 400 também aceita sem reclamar, embora fique uma sensação do tipo lobo em pele de cordeiro. A posição de pilotagem deixa os pés ligeiramente esticados, assim como os braços. O guidão tem boa empunhadura, deixando todos os comandos sempre à mão.
Características
Se o Burgman 400 acelera forte, os freios cumprem o seu papel de também desacelerar na mesma proporção. Como nos scooters tradicionais, os freios são operados pelos manetes, sem o tradicional pedal. Na dianteira, dois discos de 260mm de diâmetro e na traseira, um disco simples de 210mm de diâmetro. As suspensões podiam ser mais firmes, mas estão calibradas para oferecer maior conforto, que afinal de contas é o principal objetivo do modelo. Entretanto, a suspensão traseira do tipo mono pode ser regulada. Especialmente em função do maior peso, com garupa e bagagem. Na dianteira, um garfo telescópico tradicional.
| As rodas menores proporcionam agilidade, mas são mais vulneráveis |
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