Pedro Cerqueira - Estado de Minas
Do fim da década de 1960 a meados dos anos 1970, a Volkswagen incrementou sua linha com um sedã de quatro portas, uma perua e um fastback, que, porém, tiveram vida curta
| Fotos: Arquivo EM |
Com o sucesso consolidado de seus modelos Fusca, Kombi e até mesmo o
Karmann Ghia, no fim dos anos 1960, a ideia da Volkswagen era diversificar sua linha de produtos. Os próximos lançamentos que estavam por vir, um sedã de quatro portas, uma perua e um fastback, foram inspirados na família de veículos da Volkswagen alemã, chamada Tipo 3.
Confira uma breve história dos modelos brasileiros.
ZÉ DO CAIXÃO
De fato é difícil enxergar, mas o Fusca é considerado um sedã. Talvez pelo fato de o modelo não corresponder exatamente às expectativas de quem queria um sedã, a Volkswagen apresentou no Salão do Automóvel de 1968 o seu sedã de quatro portas, este sim com três volumes muito bem definidos. As linhas retas (porém suaves) lhe renderam o apelido de Zé do Caixão. Assim como no Fusca, o motor de 1.6 litro a ar era traseiro.
Localizado na dianteira, o porta-malas era pequeno, mas atrás do banco traseiro havia espaço para acomodar bagagens menores. Em 1970, os faróis
retangulares deram lugar a dois pares circulares. A praticidade das quatro portas e a já consagrada mecânica VW fizeram com que o sedã tivesse grande aceitação entre os taxistas. Mas esse sucesso não se repetiu nas ruas e entre os particulares o modelo não pegou. Resultado: a breve história do Zé do Caixão foi encerrada em 1971.
VARIANT A perua Variant foi lançada em 1969, portanto antes de sua concorrente, a Ford Belina. Com a mesma frente do sedã, a perua oferecia apenas duas portas e se destacava pelas enormes janelas traseiras. O motor traseiro de 1.6 litro a ar e dois carburadores tinha construção plana, sobrando bastante espaço para bagagens. Isso sem contar o porta-malas dianteiro. Com tanto espaço, um comercial da época chamava a Variant de o papa malas.
Em 1970, a perua recebeu os mesmos faróis circulares adotados pelo sedã. Mas a mudança maior se deu em 1972, quando o modelo recebeu a chamada frente baixa, com novas molduras nos faróis, que ficaram mais próximas do novo para-choque. O capô também recebeu modificações, ficando mais plano. No fim de 1977, a Volkswagen lançou a Variant II, com 20 centímetros a mais de comprimento, alguns aperfeiçoamentos e o motor 1.6 da Brasilia (que não tinha construção plana). O novo modelo era muito semelhante à Brasilia, que já havia sido lançada em 1973. A brincadeira não foi muito longe e, em 1981, a
produção foi descontinuada, já que a Parati chegaria ao mercado no ano seguinte.
TL A Volkswagen já sabia que o sedã de quatro portas iria sair de linha quando lançou, em 1970, o TL. Tratava-se de um fastback de duas portas que ainda recebeu a frente alta, com dois pares de faróis circulares e o capô mais rebuscado. O motor era o mesmo da Variant, 1.6 litro a ar, de construção plana e dois carburadores. Em 1971, o modelo ganhou a mesma reestilização da perua, recebendo a frente baixa e a necessária opção de quatro portas (já que o três volumes tinha saído de linha). O TL foi fabricado até 1975, não resistindo ao lançamento do Passat.
| O VW 1.600 era um sedã com três volumes bem definidos; modelo 1969 tinha faróis retangulares |
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