Julio Cabral - Portal Vrum
A divisão de altíssima performance da Mercedes-Benz revela um novo motor 5.5 V8 biturbo de até 571 cv de potência
| Fotos AMG/Divulgação |
A AMG, divisão de alta performance da Mercedes-Benz, irá mexer sob o capô de alguns de seus modelos. A começar pela versão mais apimentada do Classe S, a S 63. O grande três volumes deixará de utilizar o conhecido V8 6.2 aspirado introduzido em 2005 e adotará um novo V8 5.5 biturbo 32 válvulas com injeção direta, mas manterá a numeração valorizada pelo antepassado 300 SEL 6.3 de 1968, o primeiro sedã grande esportivo, capaz de fazer de zero a 100 km/h em apenas 6,5 segundos. E sem prejuízos ao desempenho. O novo propulsor gera 543 cv de potência a 5.500 rpm, 19 cv a mais que o antigo, com um torque de 81,5 kgfm entre 2 mil e 4.500 rotações, 17,3 kgfm superior. O rendimento é suficiente para deixar cabisbaixo o dono de um novo SLS AMG, que conta com mais desempenho, mas perde em números. Um haras capaz de ignorar as leis da física e levar o Classe S da imobilidade aos 100 km/h em 4,5 segundos, com uma velocidade máxima limitada eletronicamente aos 250 km/h.
Veja mais fotos do Mercedes-Benz SL 63 AMG e do 300 SEL 6.8 AMG de 1971!
Como o negócio da AMG é estender os limites, esse poderio pode ser ampliado para 571 cv aos mesmos 5.500 giros, graças ao aumento da pressão dos turbos de 1.0 bar para 1.3 bar. O torque, por sua vez, passa para 91,7 kgfm entre 2.500 e 3.750 rotações. São 27,5 quilos a mais do que o antigo 6.2, uma diferença que equivale praticamente ao torque gerado pelo 2.0 TFSI que equipa o Audi A3, com 28,5 kgfm. Com isso, o tempo gasto na arrancada de zero aos 100 km/h baixa 0,1 s, com a marca de 4,4 s. O limitador eletrônico de velocidade é ajustado para estabilizar nos 300 km/h. Para aguentar o tranco, as rodas são aro 20, calçadas em largos pneus. O câmbio é o singular automático de sete velocidades da marca, que faz uso de uma embreagem no lugar de um conversor de torque.
Uma nobre obrigação
Como tem se tornado comum entre os esportivos, as mudanças foram realizadas de maneira a atender os exigentes limites de consumo e de emissões atuais. O novo propulsor sobrealimentado é 25% mais econômico do que o aspirado, com uma média de consumo declarada de 9,5 km/l. As emissões foram cortadas em 28,5% e se enquadram em 246 g/km de CO2 – dióxido de carbono. Um resultado que pode ser atribuído em parte ao novo câmbio, ao sistema star/stop (que desliga o motor em paradas e o liga automaticamente ao se acelerar) e ao sistema regenerativo de freios, que acumula na bateria parte da energia gerada em frenagens. Tudo dentro do plano da AMG de cortar emissões e consumo em sua linha até o ano de 2015.
Ecos do passado
Para apresentar a nova base motriz, a AMG também recorreu a uma imagem do passado, no caso o 300 SEL em sua clássica versão preparada para as pistas. As referências estão por toda a parte, da pintura avermelhada aos esquemas de patrocínio e ao interior com bancos esportivos e gaiola de proteção, com detalhes de acabamento em madeira como o original. Criado em 1971, o 300 SEL AMG foi apelidado como "porco vermelho", com a sua característica grade e faróis auxiliares que lembravam o animal.
| O antigo 300 SEL 6.8 de 1971 contava com mais de 400 cv de potência |
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