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VW Amarok - Passeio, aventura e carga


Paulo Eduardo - Estado de Minas


Finalmente chega a primeira picape média da marca, que é equipada com potente motor turbodiesel e vendida inicialmente com cabine dupla. A simples chegará só em 2011

 
Picape tem muita potência e torque para transpor obstáculos com bons ângulos de ataque e de saída.

De Bariloche, Argentina - O comprimento da Amarok passa dos 5,30 metros, há espaço para cinco adultos na cabine e a capacidade de carga é superior a uma tonelada. As dimensões são exageradas e o estilo robusto pretende conquistar público que usa picape tanto para carga e quanto para passeio. Fabricante anuncia consumo de 13km/l. O nome significa lobo e vem de povo nativo da Groelândia. Modelo é fabricado na Argentina.

Lobo de primeira viagem


A primeira picape média da Volks dá ênfase ao luxo e à segurança, com airbags dianteiros de série. O estilo é marcado pelo novo DNA da marca, com linhas horizontais, o que é seguido pelos faróis e grade frontal. A ideia é reforçar a robustez, a convexidade das laterais e do capô. O estilo é robusto e sugere espírito aventureiro em todos os terrenos. O fabricante chama a atenção para as lanternas traseiras e o enorme logotipo da marca estampado no centro da tampa da caçamba. A picape mede 5,32m de comprimento; 1,95m de largura; 1,83m de altura e a distância entre-eixos é de 3,09m.

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A versão topo de linha Highline tem retrovisores parcialmente cromados, ar-condicionado automático, som sofisticado e bancos revestidos em couro. A lista de acessórios é extensa e inclui capota marítima e rodas de liga com aro de 19 polegadas. Cabine é anunciada como a maior entre as picapes médias, com espaço suficiente para três adultos no banco traseiro.

Fabricante afirma que o modelo é o mais moderno do segmento, equipado com motor biturbo a diesel com injeção direta de combustível, o que ajuda a consumir menos. A velocidade máxima supera a barreira dos 180km/h e atinge-se 100km/h em cerca de 11 segundos, número muito bom para uma picape. O torque é superior a 40kgfm e o fabricante diz que autonomia é de cerca de 1 mil quilômetros, devido ao baixo consumo, rodando no sistema 4x2, com tração apenas no eixo traseiro.

Tração

É do tipo 4Motion e usa acoplamento por engrenagens, para engatar o eixo dianteiro. Basta acionar comando localizado na alavanca de marchas e a tração passa a ser integral. No sistema 4x2, a tração é traseira. Em situações extremas, há redução para vencer obstáculos mais difíceis. Além disso, o sistema conta com bloqueio eletrônico do diferencial, por travamento automático, e para situações ainda mais radicais há bloqueio mecânico de diferencial, também para o eixo traseiro. O ângulo de ataque é de 30° e o de saída, 22°.

O sistema de suspensão, segundo o fabricante, tem três camadas de molas principais e duas secundárias, proporcionando conforto em todas as condições, mesmo com carga máxima ou caçamba vazia.

Segurança

O pacote de equipamentos inclui airbag duplo frontal e cintos com pré-tensores nos bancos dianteiros. O programa eletrônico de estabilidade (ESP) é opcional. Há ainda controle de tração (ASR) e ABS. A função off-road pode ser acionada até a velocidade de 100km/h. Em velocidades inferiores a 30km/h, e ativando-se a função off-road, entra em ação o assistente de frenagem em declives, mantendo constante a velocidade em descidas. Nas versões sem ESP, a função off-road inclui de série controle de tração e freios ABS. O banco traseiro tem três cintos de três pontos, mas apenas dois apoios de cabeça.

Rodando

A primeira picape média da VW tem cabine espaçosa e três adultos não se apertam no banco traseiro. Há espaço para joelhos e as pernas não ficam inclinadas para trás, como acontece em outras caminhonetes. O acabamento interno é de boa qualidade, com plástico duro no painel central. O quadro de instrumentos tem velocímetros e conta-giros analógicos e indicadores de temperatura do motor e do nível de combustível digitais. O computador de bordo tem boa visualização dentro do velocímetro e fornece as informações de praxe.

A posição de dirigir é muito boa, com regulagem de altura e distância do volante. O banco do motorista também tem regulagem de altura e os engates do câmbio são macios e muito precisos. No asfalto liso, o rodar é macio e se assemelha ao de um automóvel, transferindo pouco as imperfeições do piso para a cabine. Na terra, os ocupantes do banco traseiro sentem o desconforto das imperfeições, pois a suspensão não consegue absorvê-los.

 
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A unidade cedida para test-drive tinha capota marítma, com lastro de 300 quilos na caçamba, recurso usado para minimizar as transferência do piso para o habitáculo. Talvez por isso, o rodar no asfalto se assemelhe ao de automóvel. Afinal, caminhonetes são veículos de carga e, com a caçamba vazia, o desconforto fica evidente.

Amarok mostrou todas as qualidade na pista preparada para o teste no fora-de-estrada, superando facilmente os obstáculos. A força e potência do motor são evidentes nessa situação. No asfalto, o desempenho é bom, apesar de o motor a diesel privilegiar mais o torque (já disponível a partir de 1.500rpm) do que a elasticidade. Prova de que o veículo é mais apropriado para trabalho do que para o lazer.


(*) Jornalista viajou a convite da Volkswagen do Brasil

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