Publicidade
Faixa superior para impressão

Ofertas - melhor para vender.


Dúvidas FrequentesAtendimento

Serviços

Serviços

Serviço - Não é para sempre


Daniel Camargos - Estado de Minas


Único contato entre o carro e o solo, o pneu tem que ser descartado se não for usado depois de algum tempo, pois a borracha perde propriedade. Calor e oxigênio são vilões

Jair Amaral/EM/D.A Press
Número 15 representa a semana e 02 o ano, ou seja, foi fabricado na 15ª semana de 2002

O pneu é feito de um componente natural - o látex - e reage com os componentes químicos do meio ambiente. "O mais grave é o oxigênio, que é a principal fonte de envelhecimento da borracha", destaca o gerente de marketing e produto para pneus de passeio da Michelin América do Sul, Flávio Santana. Por isso, ele explica que é difícil estabelecer um prazo de validade para o pneu, pois cada região sofre uma incidência diferente. A prática da Michelin, segundo ele, é garantir cinco anos a partir da data da venda, pois é possível atestar que nos estoques o pneu está protegido. "Após esse período pode começar um processo de envelhecimento e o pneu perde elasticidade e aderência", explica Santana.

Quente

O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli América Latina, Roberto Fallkenstein, destaca que a degradação é mais acelerada onde há maiores concentrações de oxigênio e calor. Exemplos comuns são estepes colocados no capô, perto do motor, ou sob o assoalho, rente ao escapamento. Falkenstein ressalta que a durabilidade depende das condições externas e do uso, mas que em média é estimado de seis a sete anos, mas com a validade máxima de nove anos, desde a data de fabricação. O diretor de pesquisa da Pirelli explica que os produtos em regiões brasileiras como o Nordeste e alguns locais da Amazônia, além de regiões desérticas no mundo, têm a durabilidade comprometida.

Santana, da Michelin, destaca outros fatores que provocam danos que só são percebidos com o passar do tempo. É comum, principalmente em pneus que ficam como estepes, sempre inflados, terem a zona metálica (pequenos cabos que passam pela borracha e formam a estrutura) danificada pela passagem do ar comprimido, que contém muito oxigênio e escapa para a atmosfera. A passagem do ar comprimido também provoca a oxidação das lonas, o que pode gerar um dano muito grave, pois solta a estrutura do pneu. Por isso, é necessário calibrar o pneu a cada 15 dias para tê-lo na pressão correta quando for necessário usá-lo.

De qualquer forma, Santana explica que não é simples mensurar uma quantidade exata de tempo, pois depende sempre das condições de uso e das condições externas. Mas o conselho é que não ultrapasse 10 anos da data de fabricação. A data é impressa na parte lateral do pneu, em um padrão internacional, que vem primeiro a semana e na sequência o ano.

Nitrogênio

Um dos mitos do mercado, muito utilizado por colecionadores, é inflar o pneu com nitrogênio, pois tem menor quantidade de oxigênio. Porém, Falkenstein explica que a Pirelli realizou testes e não viu resultado efetivo, apesar de a teoria ser plausível. Ele explica que são desenvolvidos estudos com materiais com o intuito de prolongar a durabilidade da borracha e que, nos últimos anos, os que surtiram mais efeito foram antioxidantes e antiozonantes. "Nos anos 1970 os pneus eram muito frágeis, tinham que ser substituídos com cerca de 4 ou 5 anos, pois era comum ver o pneu todo rachado", lembra Falkenstein.

Fórum

O que você acha da limpeza de bicos injetores? Necessária? Picaretagem? Comente!

Galeria de Fotos

Enquete

O que você gostaria de ter no seu carro?

Airbag
Bluetooth para celular
CD Player com MP3
Cinto de segurança com regulagem de altura
Controle eletrônico de estabilidade
DVD Player
Freio ABS
Navegador por GPS
Rodas de liga leve
Spoiler
Terceiro apoio de cabeça no banco traseiro
Teto solar
Outro