Eduardo Aquino - Estado de Minas
Saiba como cuidar desse componente para prolongar durabilidade e evitar trincas, que podem gerar multa, perda de pontos na carteira e até retenção do veículo
| Milton Shirata/Divulgação |
| Pára-brisas laminados, que evitam cacos nos ocupantes, são maioria hoje nos veículos |
São poucos os motoristas que realmente se preocupam com os vidros. Eles somente se dão conta da sua importância quando são obrigados a desembolsar soma considerável para trocá-los. Mas agora, além do prejuízo da troca, existe a possibilidade da multa, se o dano estiver no campo de visão do motorista. Existem alguns cuidados simples, que podem evitar grandes prejuízos.
Legislação
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou recentemente a Resolução nº 216, que proíbe que veículos circulem com danos em pára-brisas e define quais tipos de reparos podem ser feitos (ver quadro). Quem não cumprir a resolução poderá perder cinco pontos na carteira, ser multado em R$ 127,69 e ter o veículo retido para a regularização.
Reparos
Eles devem ser feitos de acordo com as diretrizes da norma inglesa BS AU 242a, de 1998, que estabelece os seguintes critérios técnicos: podem ser reparadas trincas de até 40 mm de diâmetro, dependendo da localização delas; e, em caso de mais de um dano, só serão possíveis reparos se existir uma distância mínima de 100 mm entre eles. Somente são feitos reparos na lâmina externa do vidro.
Torções
De acordo com Marco Aurélio Rettore, gerente de marketing da Autoglass, a torção é uma das causas mais comuns de trincas no pára-brisa, pois os vidros representam 30% da resistência estrutural do veículo. Por isso, ele recomenda que o motorista dirija com cuidado. Alguns motoristas acreditam que atravessar o veículo ou passar com apenas uma roda sobre quebra-molas seja uma maneira de poupá-lo. Mas esse procedimento provoca grande torção na carroceria, afetando diretamente os vidros e resultando em trincas (aquelas do tipo risco, sem derivações). Outras atitudes que podem ocasionar torção são: subir em calçadas de forma brusca; passar sobre lombadas em alta velocidade ou sobre buracos mais fundos; e bater a porta do carro com muita força.
Choque térmico
É um problema real, mas que pode ocorrer em uma escala bem menor do que geralmente os motoristas supõem. "Se fosse estabelecer uma estatística para trincas causadas por choque térmico, eu diria que é uma em mil casos", explica Marco Aurélio. Mas, de qualquer forma, ele recomenda alguns cuidados, como evitar que o carro fique muito tempo exposto ao sol e à chuva, pois a rápida mudança de temperatura, causada por água fria ou uso do ar-condicionado, pode afetar os vidros. O motorista deve diminuir gradativamente a temperatura do ar-condicionado.
Chuva de granizo
Neste caso, o motorista não tem muita coisa a fazer para evitar danos na lataria, mas pode apoiar a palma da mão no centro do pára-brisa para evitar danos, pois essa atitude garante maior firmeza ao vidro. O procedimento vale também para pedras que caem das carrocerias de caminhões.
Palhetas
Têm que estar em bom estado para evitar danos ao pára-brisa e ao vidro traseiro. O motorista deve trocá-las uma vez por ano, pois a ação do sol e da chuva provoca o ressecamento e, posteriormente, riscos no vidro. Jamais acione os limpadores com o vidro seco, pois isso pode danificar (riscar) de forma irremediável o pára-brisa.
| Arte de Henrique Lima sobre Arte/EM |
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